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Marcos, o homem que faz do crochê o seu trabalho real

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publicado em: 26/02/2014

Gosto bastante de receber links que nos inspiram e nos enchem de coisas boas. Hoje não foi diferente, já que logo cedo uma amiga me mandou a história de Marcos, um cara que aprendeu a fazer crochê na prisão.

Marcos Ziemann mora em Foz do Iguaçu e passa o dia na Avenida JK, onde faz crochê e vende os seus trabalhos no canteiro. Ele começou a trabalhar desde cedo, porém acabou bebendo muito e usando muitas drogas. Para sustentar os vícios realizava assaltos, o que resultou na sua prisão.

O seu interesse pelo crochê veio na penitenciária. Para passar o tempo, um dos detentos que fazia crochê o ensinou e, a partir dali, ele não parou mais. O trabalho manual agora é o seu trabalho oficial, e para ele, o crochê é um trabalho que mexe com o seu ego, pois quando outras pessoas elogiam o seu trabalho com a linha faz muito bem para a sua mente, o incentivando a aprender e melhorar a cada dia.

Dentro das penitenciárias a prática do trabalho manual é algo comum. Alguns projetos do próprio Estado ou de ONG’s levam não só o crochê, mas também marcenaria, tricô, bordado e costura, pois a partir disso os detentos exercem a paciência, aprendem um novo ofício e além de poderem vender as suas peças em cooperativas, podem trabalhar com isso quando sair da prisão, o que Marcos fez.

Outro ponto dessa história que merece ser levantado é que Marcos ficou conhecido na cidade e virou notícia por ser o “homem do crochê”. Isso me chamou atenção, já que sempre que eu vejo ou leio sobre homens que fazem trabalhos manuais lembro de como isso é visto como um ofício feminino e, os que o fazem, muitas vezes sofrem preconceitos e são discriminados.

Sem luxo algum, os trabalhos de Marcos são vendidos no canteiro da Avenida JK, em Foz do Iguaçu. Se você morar ou estiver passeando pela cidade compre algo de alguém que está, além de ganhando dinheiro com o próprio suor, não está se deixando abater pelo machismo nosso de cada dia.

* A história foi publicada no Cidade Foz e as imagens eu peguei de lá.

categorias : Comportamento
adelle
Sergipana e mora em São Paulo. Canceriana com ascendente em leão, apaixonada por café, bordados, Danilo e bolo. Tem uma casa colorida, ama ouvir os seus discos de vinil, descobrir novos lugares e sempre acaba nos mesmos de sempre. Agulhas, linhas, brincos grandes, cores e muitas estampas fazem parte do seu dia, assim como o Miss Caffeine.

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1 Comentário
angela
05/02/2017 às 09h39
Amei esses trabalhos,é uma prova de força de vontade e determinação.Parabens Marcos,continue enriquecendo seus talentos.
williani
11/03/2015 às 21h21
Gostei muito de ver os trabalhos dele...ele nao vende para outros estados? Ta de Parabéns o Marcos....