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O Espelho Torcido de Luiza e de todas nós

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publicado em: 05/02/2014


Imagem retirada do curta Espelho torcido.

Quantas vezes você se olhou no espelho e descobriu uma nova celulite? Quantas vezes você reparou aquela nova estria que apareceu no seu seio ou na sua barriga? Quantas vezes você se machucou em pensamentos na frente do espelho, fazendo auto críticas ao seu corpo e querendo desistir de tudo por aqueles quilos extras? Quantas vezes você não quis ser mãe por pensar que vai ganhar muitos quilos além dos que você já tem?

Comigo foram muitas, infinitas vezes.

Sei que diariamente evitamos ao máximo encarar o espelho e tendemos a não nos tocar, não nos olhar e muito menos entender as mudanças do nosso corpo. Quando fazemos isso, transformamos uma nova celulite em um problema imenso e difícil de lidar, como se fosse impossível continuar a viver com ela ali, na sua coxa.

Desde que assisti Espelho Torcido – o curta da cineasta Luiza Ribeiro – fiquei emocionada. Ela apenas traduziu aquilo que eu, você e ela estamos procurando todos os dias: a autoaceitação do nosso corpo, pois ter coragem de mostrá-lo e procurar aceitá-lo não é uma tarefa fácil.

Espelho Torcido from Luiza Ribeiro on Vimeo.

Ficou tão emocionada quanto eu fiquei? Espero que sim.

O vídeo mostra, de uma forma sensível, que precisamos nos amar. Que as nossas curvas precisam ser exaltadas e não julgadas, como fazemos todos os dias.

Nos julgamos e não nos aceitamos, esquecendo por muitas vezes de quem somos, perdendo o nosso amor próprio. Fazemos loucuras para perder as celulites ou as estrias, para esconder as cicatrizes que estão espalhadas pelo nosso corpo esteticamente, mas deixando uma cicatriz muito maior dentro do nosso peito.

Como diria Luiza, na página do filme:

Minhas formas são minhas.
Minhas texturas são minhas.
Minhas dobras são minhas.
Minhas estrias são minhas.
Minhas celulites são minhas.
Minhas curvas são minhas. E são todas bonitas.

E não é que é verdade?

Temos esse domínio sobre o nosso corpo, mas não acabamos com o preconceito que temos sobre ele. No lugar de reclamar ou chorar, por que não tentamos entendê-lo e nos tornamos pessoas mais felizes? É tudo nosso, gente. E a nossa autoestima não pode depender de uma celulite, de uma estria, de um quilo a mais ou de um manequim 46. Somos todas lindas, só precisamos enxergar isso e nos amar muito mais.

categorias : Arte / Comportamento
adelle
Sergipana e mora em São Paulo. Canceriana com ascendente em leão, apaixonada por café, bordados, Danilo e bolo. Tem uma casa colorida, ama ouvir os seus discos de vinil, descobrir novos lugares e sempre acaba nos mesmos de sempre. Agulhas, linhas, brincos grandes, cores e muitas estampas fazem parte do seu dia, assim como o Miss Caffeine.

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