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Detalhes entre o real e digital em “Something Left, Something Taken”

publicado em: 31/10/2013

Segunda, dia 28/10, foi o Dia Internacional da Animação. Há alguns anos, este dia é comemorado em várias cidades do Brasil com mostras e oficinas simultâneas. Sou frequentadora desde os tempos de Aracaju e, ao conferir a programação deste ano, me deparei com uma animação que me chamou a atenção cerca de dois anos atrás: Something Left, Something Taken.

 

 

Para surpresa daqueles que acompanham os meus posts de animação do Miss Caffeine, Something Left Something Taken não foi feita totalmente em stop-motion. Na verdade, os bonecos foram produzidos com objetos reais e suas partes fotografadas para serem animadas digitalmente. Escrita, dirigida e animada por Max Porter e Ru Kuwahata, ela é uma comédia dark sobre um casal que está viajando de férias e encontra um homem o qual eles suspeitam que seja um assassino.

Mais legal que a animação, só o processo no qual ele foi feito: os personagens foram fabricados em formatos grandes e e icônicos. Alguns foram até inspirados em pílulas e cápsulas de remédio. Para construí-los, a dupla, que também fabricou os cenários, usou tecido, corda, massinha, bolas de pingue-pongue, borrachas e papelão de caixas de leite. Quando os personagens ficaram prontos, eles foram fotografados e montados no After Effects. As mãos e bocas foram também fotografadas de várias maneiras para dar maior variedade aos movimentos. Isto pode ser feito através da substituição que é, na verdade, a reposição de partes como bocas e mãos durante a animação.

 

 

Eles foram muito caprichosos com os cenários e objetos de cena. Todos foram construídos com papelão e pintados com tinta acrílica e as rochas foram feitas de isopor. Assim como os personagens, eles também foram fotografados de todos os ângulos e reconstruídos digitalmente para dar a ilusão de um espaço real em 3D.

 

 

A animação demorou 2 anos e quatro meses até ficar pronta e, desde a primeira vez que a assisti, fiquei apaixonada por como os detalhes dos bonecos, cenários e objetos de cena puderam ser reproduzidos digitalmente com tanto detalhismo. Essa transição do real feito com as mãos para o digital, animado por software, preservou as texturas dos tecidos e outros elementos, como a gelatina usada para fazer o rio, o papelão e o feltro. Eu diria que foi um stop-motion por não ter deixado os detalhes reais se perderem pelo refinamento do digital. E vocês, o que acharam da animação e dos detalhes? :)

 

categorias : Design
Ellen Rocha
Ellen é animadora stop-motion/2D e produtora de conteúdo. Totalmente sergipana, faz do “veash”parte do seu vocabulário diário. É doida por animação, smoothie de morango e banana, cintura alta, Wilco, chelsea boots, e dizem por aí que é autodivertida. Tem sérios problemas de repetição quando não gosta de uma música, mas quem pode julgar, né?

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