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Todo dia é dia de Girls With Slingshots

publicado em: 19/07/2013

Há quase uns dois anos, eu e um amigo discutimos sobre a possibilidade de produzirmos histórias em quadrinhos sobre personagens que ele já havia criado, no melhor estilo roteirista-e-desenhista-tudo-misturado. Uma das grandes referências que tivemos pra este projeto foram as tirinhas diárias de Danielle Corsetto, Girls With Slingshots.

Elas começaram em 2004 e pelo que li por aí, foram uma maneira de Danielle, recém-formada em fotografia, conseguir se virar enquanto não encontrava um trabalho “normal”. Acontece que naquela época as webcomics ainda estavam engatinhando e, segundo a própria autora, tomar umas aulas extras de programação e webdesign na faculdade a ajudou bastante a ser uma pioneira no assunto.

Girls With Slingshots conta a história de Hazel, o alterego de Danielle: vinte e poucos anos, desempregada, pulando de bico em bico e namoro em namoro. Ao seu redor orbitam sua melhor amiga Jamie, a paixão ocasional Zach, o barista Jameson e sua esposa, a blogueira Maureen, entre outros personagens que vão surgindo com o tempo e parecem encontrar seu lugar.

Inclusive, uma das coisas mais bacanas da série é sentir que os personagens funcionam muito bem sozinhos ou combinados com outros que não a protagonista. Além disso, com muito humor e um traço que vai ficando cada vez mais limpo e cheio de personalidade, Danielle aborda temas como BDSM, portadores de necessidades especiais, câncer, questões de gênero e, claro, relacionamentos. Pode-se dizer que talvez o mais interessante deles é a amizade entre Hazel e McPedro, um cactus mexicano (sim, um CACTUS) com sotaque irlandês, que ganha vida sempre que ela toma todas.

Apesar da mistura, não tenha dúvidas de que GWS sabe achar a medida certinha entre a fantasia e o pé no chão. Tanto que a própria Danielle já virou referência em quadrinhos na internet e é velha de guerra em conferências e entrevistas sobre o assunto, contando sua história e dando dicas pra quem quer começar (tipo o que rola aqui).

Nem preciso falar que recomendo muito, né? O chato é que não dá pra começar a ler sem voltar ao início. Então respire fundo, ponha uma caneca de café com leite bem grande ao lado e esteja pronta pra devorar mais de 1.500 tirinhas de uma vez; duvido que quem começar consiga parar.

categorias : Livros e Filmes
Mônica Déda
Mônica já foi um pouco de tudo e, se ainda der tempo, quer ser um tanto mais. Aprendeu a ler com a Turma da Mônica, perdeu muita aula de Biologia sonhando em desenhar pra Marvel e hoje fica feliz em sair pintando qualquer coisa por aí. Ama lasanha acima de (quase) todas as coisas, vive com um gato argentino que mia tão bem quanto um pombo e só consegue dormir com o barulho do ventilador.

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