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Senta que lá vem história: Nina Simone

publicado em: 30/08/2013

Eu não sei vocês, mas se tem uma coisa que me faz perder horas do meu dia e me deixa entretida é ficar passeando entre as biografias de gente que eu acho interessante. O método de escolha depende da época, dos filmes que estou vendo, do último livro que passou pela minha mão ou mesmo de alguma referência que alguém fez na mesa do bar.
Já perdi as contas de quantas personalidades já li, e para mim isso serve como aquele momento de clarear a cabeça quando você está no meio daquele prazo maluco e não consegue mais funcionar.

Gosto tanto da coisa que de vez quando faço semanas temáticas. Elas funcionam assim: semana das divas dos filmes mudos, dos déspotas esclarecidos, dos representantes de algum movimento cultural que eu esteja estudando, enfim…tem um material infinito para a gente se deleitar!

Como eu acho que não sou só eu que tem esse lado fi-fi, e como estava louca para participar de alguma forma dessa lindeza que é o Miss Caffeine, decidi compartilhar com vocês meus achados e quem sabe receber sugestões para novas semanas temáticas.

Para estrear em grande estilo escolhi falar da Nina Simone. Ok, não é nada super curioso ou obscuro e acho que muita gente já pesquisou um pouquinho sobre ela. Mas acho que tem muito a ver com o clima do site e uma forma de começar com o pé direito minha colaboração por aqui. Então senta aí que lá vem história

Como a maioria das cantoras, atrizes e artistas em geral Nina Simone nasceu com o prosaico nome de Eunice Kathleen Waymon, no dia 21 de fevereiro de 1933, na Carolina do Norte, Estados Unidos, sexta filha (de oito crianças, ao total) de pastores da Igreja Metodista.

Ela começou a tocar piano aos três anos de idade e tinha como objetivo entrar no Conservatório de Música para seguir carreira como pianista, mas foi recusada pela escola. Anos mais tarde ela revelou que tinha ido muito bem na seleção, mas que foi recusada pelo fato de ser negra, em uma época em que os direitos civis ainda não eram pauta de discussão nos Estados Unidos.

Como queria continuar com os estudos na música, Nina se mudou para Nova Iorque, para estudar na famosa escola de música Juilliard, e foi para se bancar que ela decidiu tocar piano em bares de Atlantic City.

O engraçado é que até essa época ela não cantava profissionalmente, e foi em um momento de crise, com medo de perder o emprego nos bares que ela começou a soltar o vozeirão e deixou de ser Eunice para ser tornar a Nina Simone.

Ela se tornou uma cantora muito popular e permanece assim até hoje, mas também foi ativista dos direitos civis nos Estados Unidos, amiga de Martin Luther King (ela cantou no enterro dele) e militante da igualdade racial, entre outras causas.

Ironicamente, quando já fazia bastante sucesso, depois de brigar com o marido e se mandar para Barbados para esfriar a cabeça ela descobriu que ele, por vingança, deixou de recolher impostos, o que resultou em um mandato de prisão contra ela. Para fugir da prisão, ela voltou para Barbados, passou pela Libéria, Suíça, até se instalar na França, onde ficou até a sua morte, em 2003. Ela morreu dormindo, após anos lutando contra um câncer de mama. Ela também tinha sido diagnosticada com transtorno bipolar quando mais nova.

Apesar da parte triste, acredito que Nina traz uma força e um otimismo bastante peculiar, se a gente pensar em outras cantoras expressivas da época. Mas o que vale é que, não importa quanto tempo, as músicas e voz dela sempre entram com um encanto sem igual nos nossos ouvidos e, pelo menos para mim, me fazem querer ser tão forte e determinada quanto ela.

E aí, gostaram? Quero saber de vocês se sabem mais algum fato curioso da Nina, ou de histórias que achem interessante para trazer aqui. :) Enquanto vocês pensam e escrevem nos comentários, alguns vídeos com músicas de Nina para vocês escutarem.

categorias : Música
Laís Maia
Laís é advogada, mas com uma alma boêmia para Vinícius de Moraes nenhum botar defeito. Sergipana de criação e coração, voltou para a terra da garoa e se divide entre horas de pessoa jurídica e de falta de filtro social. Tem um quê de autismo, mas na verdade é um doce de pessoa.

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5 Comentários
Andreyk Maia Sobrinho
20/02/2016 às 06h54
Brilhante a trajetória de Nina Simone, majestosa mesmo. Já tinha lido muitos artigos sobre a história desse ícone do blues, dessa ativista maravilhosa, desse ícone da luta por igualdade racial. O seu tem um tempero a mais: você escreve com carinho e admiração, isso fez a diferença. Parabéns, continue assim.
09/10/2015 às 23h19
Gosto de biografias e como você comentou,gente interessante,excentrica,talentosa,genial,enfim,deleite nas horas de relax ou reflexão já que aprendo muito com essas vidas incríveis!!Valeu tô te seguindo.Abração.
Denise
24/01/2015 às 22h35
Eu também gosto muito de ler biografias e hoje passei grande parte de meu dia ouvindo Nina Simone. Obrigada pelo post.
Lais
Lais
03/01/2014 às 16h57
Obrigada Willian!!! Devidamente corrigido!! : )
03/01/2014 às 14h38
Nina simone ta em voga,eu só passei a saber dessa cantora agora por causa do Sam vencedor the voice Brasil ele interpretou uma música dessa cantora e foi reprovado no the voice Americano. Há um equívoco no seu texto ela morreu em abril de 2003 e ñ em 1992 como vc diz no texto tirando isso ta legal,foi ótimo conhecer um pouco mais dessa cantora. Valeu!!