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Toda mulher quer o maior pedaço de bolo

por:
publicado em: 16/07/2013


ilustração de Anna Grrrl

Pode parecer um texto de dieta, mas não é.

Tenho lido bastante sobre feminismo, fim de desigualdade entre homens e mulheres, machismo e temas relacionados. É incrível ver meninas e mulheres, que antes dormiam, acordando para a situação que vivemos. Com isso lembrei de quando comecei a escutar bandas feministas e de quando pintei a minha camiseta escrita Riot Grrrl. Minha mãe ficou louca na época, procurando entender o porque de tudo isso.

Era meio complicado, acredito. Imagine sua filha, menina criada em família tradicional, nascida e criada para casar com um menino “de futuro” e que juntos teriam muitos filhos, chegando em casa com umas amigas de cabelos coloridos e com muitos brincos na orelha. Foi bem nesse momento que uma fita k7 com músicas do L7 e Babes in Toyland caiu na minha mão: eu tinha 15 anos, estava debutando (para cidades mais provincianas isso tem um valor muito grande) e me achava horrível, ou seja, eu era uma adolescente.

Era uma alegria colocar a fita pra tocar no meu walkman e levar para todos os lugares. Pro inglês, para a casa das amigas, pro colégio, pras viagens… Depois disso, outras bandas começaram a surgir para mim, foi quando conheci a banda Bikini Kill. Lembro que achei o máximo quando, numa internet muito ruim, li que no show elas mandavam os homens irem para trás e as mulheres virem assistir o show mais de perto. Foi aí que comecei a entender o que era o movimento Riot Grrrl. O objetivo desse movimento era passar a força e o empoderamento feminino através da música. O importante não era apenas o som, era a mensagem através de fanzines e da música. Desigualdade, machismo, violência e preconceito contra a mulher eram (e ainda são!) os principais temas.

A partir daí fui, ainda naquela internet muito ruim, procurando por mais bandas e trocando MP3 com algumas amigas no IRC. Era muita vontade, pois cada MP3 demorava alguns dias pra chegar. hahaha <3 As bandas que eu mais curtia eram Bikini Kill, Sleater Kinney, Dominatrix, Hole, Le Tigre, Bratmobile, entre outras.


ilustração de Anna Grrrl

Por assistir tantas meninas e mulheres motivadas e unidas, por meio de Marchas das Vadias, blogs, manifestações em redes sociais, lembrei de todas essas bandas e de músicas que trazem mensagens feministas. É só apertar o play e se empoderar. Lembre-se, a sua mudança de hoje pode refletir no futuro das suas filhas, em tudo o que você quer que ela seja.

*As ilustrações do post são da Anna Grrrl, ilustradora feminista que publica na sua página do Facebook

riot grrrl by adelle araujo on Grooveshark

categorias : Comportamento / Música
adelle
Sergipana e mora em São Paulo. Canceriana com ascendente em leão, apaixonada por café, bordados, Danilo e bolo. Tem uma casa colorida, ama ouvir os seus discos de vinil, descobrir novos lugares e sempre acaba nos mesmos de sempre. Agulhas, linhas, brincos grandes, cores e muitas estampas fazem parte do seu dia, assim como o Miss Caffeine.

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